Crescimento, lucro e energia eólica(*)
Os verdadeiros investimentos sustentáveis, geradores de emprego e renda, que vão assegurar o desenvolvimento das comunidades locais são aqueles voltados às energias renováveis, especialmente a solar e a eólica e negócios ligados a esses setores da economia. (nota do editor do blog) . Leia-se a análse a seguir…
Miguel Albero* - www.mercadoetico.terra.com.br
“O mundo caminha a passos largos para adaptar seu modelo de negócio e colocar o meio ambiente como um dos “drivers” do investimento. O capitalismo, que hoje já está atento a temas além da própria lucratividade, começa agir rápido contra escassez de recursos naturais e para garantir a sobrevivência de meios e matérias primas que, caso contrário, sua falta pode levar o mundo ao colapso.
Por sua vez, o Brasil, um país emergente, tem a possibilidade de aliar seu crescimento a diferentes experiências de países que gozaram de crescimento em outros tempos. Temos a chance de aprender com as premissas dos outros.
Em vários setores vemos oportunidades para o crescimento sustentável do nosso país. No agronegócio, bens de consumo, serviços, construção civil, energia, entre outros. Enfim, várias esferas já evidenciaram que existem muitas oportunidades para acender, se diferenciar e ainda gerar lucro sem desconsiderar o meio ambiente.
E quando o assunto é a matriz energética brasileira o caminho é o mesmo. Nossa matriz é abastecida, quase na sua totalidade, a partir de recursos hídricos, mas apesar de trazer menor impacto ambiental, esse recurso tem um fator crítico, as chuvas. Para compensar esse risco, o Brasil dispõe de algumas térmicas que são acionadas em períodos de poucas chuvas nas bacias.
Felizmente, vem sendo cada vez mais discutido pelo governo brasileiro e pelas empresas de geração de energia a construção de parques eólicos. Tal fonte energética pode ser considerada uma alternativa saudável, ao passo que alguns estudos indicam que a intensidade de vento aumenta em períodos de poucas chuvas.
Alguns países como China, Alemanha, EUA, Noruega e Espanha já saíram na frente em relação aos parques eólicos, aumentando a participação de fontes renováveis em suas matrizes energéticas.
A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) realizou no final de 2009 um leilão no qual apenas projetos eólicos podiam participar. Desses, 71 projetos obtiveram êxito, somando 1.805 MWs que entrarão em operação em 2012. Estima-se que até o final deste ano entrem em operação cerca de 400 MWs oriundos de projetos adjudicados em leilões realizados pelo PROINFA (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétricas), instituído pelo governo federal em 2004.
Hoje, o Brasil possui 605 MWs de potência instalada e distribuída em 34 parques eólicos.
O banco Santander participa e apoia ativamente do crescimento da geração de energias renováveis, atuamos com a oferta de diversos serviços financeiros, na gestão de fundos e no desenvolvimento de projetos.
*Head de Asset and Capital Structuring
(*)ISSO VALE PARA BIGUAÇU E OSX!

